Ar minuano

texto Paulo Scott | ilustração Fabio Zimbres

 

 

Ar minuano

olhos iceberg hidrocor

(estrelas cadentes em bando)

fenda céu : largura movimento

luz motorzinhos

flutuação que me retorce

lua sem guia antártica e grão

enxágue desatento (corpo teu)

polígono que me farda

dizendo ó teu lugar na fogueira

apoio para tuas mãos revisoras

onde minha cabeça (teu cadarço)

se desapossa

entregando meu acervo castanho

concha desobediente – colheita

para que tua busca

saiba que ainda existe terra

e saiba que (por aqui) sem tamanho

não serei outro mar país estrangeiro

mas fruto (dedos para teus dentes

sangrarem na guerra quando vier a guerra)

que decepado será o teu leito

cama larga quando pedires cura

(agitação que não se renda)

e hoje mesmo não havendo um céu

amanhã : ainda ser pergunta que alcance um céu

 

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